Padrões de vida

Os textos hoje escutados põem em confronto dois padrões de vida: um, habitualmente designado de ‘capitalista’, no qual o cilindro da ambição esmaga tudo e todos, sacrificando no altar do lucro pessoas, valores, religião, lazer e cultura. É o que o profeta Amós denuncia de forma frontal e vigorosa na primeira leitura, e que Jesus, no Evangelho, personifica na imagem do administrador infiel e desonesto, para quem todos os meios para garantir um futuro tranquilo são válidos.

O caderno de encargos

Vamos dar início a novo ano apostólico, que pode e deve ser para cada um de nós a oportunidade para fortalecermos e levantarmos um pouco mais a ‘torre’ da nossa eternidade. Mas não tenhamos ilusões: só aceitando a radicalidade da proposta de Cristo é que estaremos em condições de dar este salto em frente; doutra forma, será sempre “mais do mesmo” e não esqueçamos que não é com fogo de vistas e com entusiasmos momentâneos que se constrói seja o que for, muito menos uma torre!

A grandeza da humildade

A Palavra do Senhor deste domingo prolonga e completa a resposta à pergunta do domingo passado: “esforçai-vos por passar pela porta estreita”. De facto, os caminhos da verdadeira humildade são os que mais seguramente nos levam à entrada do Reino dos Céus, pois Deus “prepara uma casa para o pobre” [e o humilde], enquanto que a “árvore da soberba cria raízes” bem fundas no coração do orgulhoso.