As duas pandemias

Diz o Papa Francisco: ‘A pandemia é uma crise e não se sai iguais de uma crise: ou saímos melhores ou saímos piores. Nós deveríamos sair melhores, para resolver as injustiças sociais e a degradação ambiental. Hoje temos uma oportunidade de construir algo diferente. Por exemplo, podemos fazer crescer uma economia de desenvolvimento integral dos pobres. Se o vírus se voltar a intensificar num mundo injusto em relação aos pobres e aos vulneráveis, devemos mudar este mundo’.

Pastores com cheiro às ovelhas

D. Pedro Casaldáliga morreu aos 92 anos. Catalão de nascença, é brasileiro de missão. Chegou ali como jovem Padre Claretiano e seria conhecido mundialmente pela sua opção pelos mais pobres e pela poesia. S. Félix de Araguaia teria um Bispo pobre com uma vida inteiramente dedicada aos mais fragilizados da sociedade. Optou por um estilo de vida simples e sóbrio, interpelou pela sabedoria e frontalidade das suas palavras, entregou-se de alma e coração ao povo que lhe foi confiado. Está na origem de movimentos cristãos e populares como o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e o Movimento dos Sem Terra (MST). Que descanse em paz. E que nós nos sintamos inspirados e desinstalados por ele.

Valha-nos Santo António!

Junho, em Portugal, sabe a sardinhas e cheira a manjericos. Ouve-se música, gritos, saudações, conversas, passos de arruada ou de dança. Sabe a festa, a arraial, a marcha, a desfile, a celebrações, a procissões, a casamentos, a encontros. Enche os olhos de cor, de sorrisos, de ritmo, de fogo de artifício, de brindes à saúde. Em suma, é um mês de festas populares. Santo António abre o cortejo. S. João garante a continuidade. S. Pedro e S. Paulo encerram com chave de ouro este tempo festivo.