Comboio esconde outro(s)

Todos os olhos estão focados no coronavírus. Parece não haver vida para além deste monstro microscópico. Estamos num combate muito duro com um inimigo que não vemos, conhecemos ainda pouco e faltam-nos armas à altura da sua braveza. Os hospitais esqueceram outros doentes e doenças, a economia parou (ou quase), o ritmo das pessoas foi alterado, os crentes pedem contas a Deus sobre o que se passa… E o resto da vida?

Francisco, o diplomata

O Papa Francisco reuniu os diplomatas para os saudar. Convidou-os a saber esperar, atitude que exige realismo e coragem: ‘exige que se chamem os problemas pelo nome e se tenha a coragem de enfrentá-los. Exige não esquecer que a comunidade humana traz consigo os sinais e feridas das guerras que têm vindo a suceder-se com crescente capacidade destruidora ao longo do tempo e não cessam de atingir especialmente os mais pobres e os mais frágeis. Infelizmente, o novo ano aparece-nos constelado não tanto de sinais encorajadores, como sobretudo duma intensificação de tensões e violências’.