Paraguai

A evangelização do Paraguai começou com a chegada dos europeus no século XVI, mas neste país tiveram muita importância as chamadas “reduções Jesuíticas”. Eram como pequenas cidades construídas pelos índios sob a orientação dos missionários Jesuítas que serviam de refúgio às populações que, sem esta protecção, se tornavam presa fácil dos bandeirantes que os levavam como escravos para trabalharem nas plantações da cana-de-açúcar. Pelas ruinas que hoje podemos visitar não é difícil imaginar a grandeza da obra e o trabalho que aí se desenvolvia. Os índios aprendiam a ler, a rezar, a trabalhar; aí se casavam e viviam em família. Era uma comunidade alargada a várias centenas de pessoas, que tinha por base os valores da fé cristã.

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Espiritanos no Paraguai

No ano de 1962, no Concílio Vaticano II, o Bispo da diocese de Concepción, encontrou-se com o Superior Geral da Congregação do Espírito Santo e pediu-lhe o envio de Padres para a sua diocese, extremamente carenciada.

Naquele momento acabava de ser criada a Província espiritana da Trindade, que não tinha um campo de missão próprio. Fizeram-se as necessárias negociações e foi confiada a essa nova província a missão do Paraguai.

O Superior Geral de então fez uma visita ao país e, de acordo com o Bispo local da diocese de Concepción, viram como bom lugar para a instalação da nova missão espiritana no Pa-raguai, Lima, uma antiga Redução franciscana, que não contava com a presença de Padre. Tratava-se de um território muito extenso, muito pobre e eclesialmente abandonado. Era um lugar que respondia bem ao carisma espiritano. Em 1967, vieram os Espiritanos da Província da Trindade, ocupar-se desta grande missão.

Mais tarde, sentiu-se a necessidade de contar com um lugar para receber os confrades que viajavam à capital, Assunção, e comprou-se uma casa na cidade. Esta casa presta serviço aos que trabalham no interior e aos que chegam pela primeira vez ao país. Esta presença levou o bispo da diocese a confiar-nos uma paróquia urbana.

Mas os pedidos da Igreja local aumentavam e os missionários eram muito poucos. 

Para dar continuidade à missão de Lima e à presença dos Espiritanos no Paraguai, houve um apelo a toda a Congregação, no ano 1976, no Conselho Geral Ampliado, no sentido de encontrar voluntários para formar uma equipa internacional no Paraguai. Algumas províncias da Europa, entre as quais Portugal, responderam a esta prioridade da Congregação enviando mais pessoal.

Chegou depois o momento de pensar na formação dos jovens paraguaios que quisessem ser espiritanos. Nasceu assim uma casa para postulantes em Fernando de la Mora e em 2002 construiu-se o noviciado, na diocese de São Lourenço, para a formação dos jovens noviços da América Latina. O bispo desta diocese achou por bem confiar-nos a paróquia onde se situa o noviciado.

Em 2017 os espiritanos celebraram 50 anos de presença no Paraguai. Ocupam-se actualmente de três paróquias de grande extensão geográfica no interior do país, e duas em área urbana. Com os leigos, formaram o grupo “Gotas de Amor” que trabalha com crianças da rua. A “Família Espiritana” é hoje uma realidade, com muitos leigos partilhando a nossa espiritualidade e missão.

Grupo do Paraguai em Capítulo

"O grupo do Paraguai é muito pequeno e muito internacional. A expressão multicolor que apresentamos é um sinal da universalidade da Igreja e ao mesmo tempo um grande desafio para todos."