Moçambique

Antes, como depois da independência, Moçambique soube ser um entreposto de três continentes: Africa, Europa e Ásia. A presença multicultural acabou por moldar a sua própria identidade que se viu enriquecida com elementos de outras culturas e com uma população miscigenada que ainda se mantém.

A evangelização de Moçambique aconteceu aos solavancos. Ainda que se possa situar o seu início na chegada dos portugueses, o modo sistemático e generalizado só aconteceria a partir do século XIX. A primeira fase de Moçambique independente assinala um período difícil para a vida da Igreja, mas com essa dificuldade veio também uma enorme fecundidade: desenvolveu-se a chamada Igreja das pequenas comunidades ministeriais: vida eclesial que tinha como eixo, não tanto o centro paroquial, situado a quilómetros de distância dos cristãos, mas a pequena comunidade local, animada por leigos assumindo diferentes serviços dentro da comunidade – os “ministérios”. Foi a assunção destes serviços laicais (catequista, animador da justiça e paz, de jovens, de mulheres, da caritas, da saúde, etc.) que conferiu à Igreja muito do seu desempenho profético, garantindo-lhe uma intervenção sempre pertinente, libertadora e profundamente evangélica.

Espiritanos em Moçambique

Os espiritanos chegaram a Moçambique em Novembro de 1996, começando com um pequeno grupo de seis missionários, distribuídos por duas comunidades: uma em Inyazónia, na diocese do Chimoio (no centro do país) e outra em Netia, na diocese de Nacala (norte). Ambas abriram com uma composição marcadamente internacional: em cada uma, um português, um angolano e um nigeriano. O trabalho que estas duas equipas assumiram, ambas em meio rural, identifica-se fortemente com a típica missão espiritana: serviço aos mais pobres dos pobres, primeira evangelização, projeto que dificilmente encontra voluntários. Os primeiros missionários dedicaram-se desde logo a visitar e acompanhar as muitas comunidades cristãs que compunham as suas paróquias. A população era extremamente pobre, a sair de uma situação de guerra civil que tinha sido devastadora e muito traumatizante. Impunha-se recuperar, dinamizar e formar as estruturas das comunidades cristãs e isso foi feito com dedicação e muito espírito de diálogo e colaboração com a igreja local.

No caso de Netia, de imediato os espiritanos se dedicaram também a comunidades situadas mais no interior da diocese, fora dos limites da paróquia. Tratava-se das comunidades de Itoculo, onde não existia um centro paroquial estruturado. Alguns anos depois, já em 2004, a equipa missionária transferiu-se para esta localidade, fundou uma nova missão e dedicou-se inteiramente à evangelização das suas comunidades, isoladas, desprezadas e extremamente carenciadas de todas as atenções. Netia, muito mais desenvolvida e amadurecida, seria entregue ao clero local, que prosseguiu o trabalho desenvolvido pelos missionários espiritanos e, antes deles, pelos combonianos. 

Também em 2004 se abriu uma nova comunidade missionária, desta vez na cidade de Nampula. Igualmente em meio pobre e periférico, os espiritanos dedicaram-se a uma pastoral tipicamente urbana. Só bem mais tarde começou a haver entre os missionários a preocupação de partilharem o seu carisma com outros jovens que também se quisessem tornar espiritanos. Seguiu-se, em Moçambique como em tantos outros países, o mesmo critério: primeiro trabalhar ao serviço da consolidação da Igreja local e só depois, integrado neste esforço, assumir o desafio de acolher candidatos à vida espiritana. Nampula já tinha sido aberta com esta intenção e, mais tarde, uma nova comunidade veio a abrir-se expressamente para servir a formação religiosa: desta vez foi na cidade da Beira, onde se fez construir uma residência para jovens candidatos à vida espiritana.

A missão espiritana continua, no coração de uma Igreja local cheia de vida, ao serviço de uma população jovem e radicalmente necessitada de Jesus Cristo.

Caminhada em favor de Moçambique

LIAM de Cardielos (Viana do Castelo) organizou caminhada em favor do Seminário da Beira, em Moçambique. Solidariedade faz bem à saúde!

A alegria da Missão na diversidade

Davide Duarte, 32 anos, arquiteto, amadureceu espiritualmente com os missionários do Verbo Divino. Vive na Missão de Ócua, no norte de Moçambique, integrado na equipa missionária da Arquidiocese de Braga a trabalhar na Diocese de Pemba.

Páscoa no norte de Moçambique

Em Moçambique, a Lúcia viveu a Páscoa de uma maneira diferente, e descobriu como o Presépio de Priscos pôs a água a correr no meio "do mato".

Renúncia Quaresmal de Lamego apoia Missão Espiritana

Na sua mensagem de Quaresma, D. António Couto apresentou o destino da Caridade quaresmal da Diocese: uma parte para o Fundo Solidário Diocesano e outra para apoiar a missão espiritana na Bolívia em Moçambique

Obrigado, Família Espiritana!

Graças ao apoio generoso de muitos cristãos, em especial dos membros da família espiritana de Portugal, foi possível construir o Seminário Espiritano na Beira, em Moçambique. A todos queremos expressar o nosso sincero agradecimento e manifestar a nossa comunhão de oração diária.

“...Seguir o rumo da providência”

Moçambique: Espiritanos em capítulo elegem novo superior e inauguram novo seminário

Espiritanos em Moçambique elegem novo Superior de Grupo

Os Espiritanos terminam o seu II Capítulo com inauguração da nova Casa de Formação na Beira. O Capítulo elegeu o P. Alberto Tchindemba como Superior do Grupo.

Grupo de Moçambique reunido em Capítulo

De 6 a 13 de julho, o Grupo Espiritano de Moçambique encontra-se reunido na cidade da Beira para o seu II Capítulo.