Semanas Missionárias 2016

Tudo começou há 30 anos. A primeira Semana Missionária aconteceu em Jungeiros (Aljustrel, Beja) em 1986. Desde então para cá, foram realizadas dezenas, um pouco por todo o país. No mês de agosto, durante 10 dias, JSF de todo o país deixam as suas casas e vão ao encontro de realidades de igreja muito diferentes das suas paróquias para dar um pouco de si a outras comunidades que, muitas vezes, apenas precisam de ser abanadas pela alegria e animação contagiantes da juventude. 

Este ano partiram para Bragança, Guimarães, Fundão e Mértola.

São Cristóvão de Selho - Guimarães

Por Inês Gonçalves, JSF Misericórdias

De 5 a 15 de Agosto, dezassete jovens de todo o país, desde Ponte da Barca até Castro Verde, deixaram o conforto das suas casas para se dedicarem inteiramente aos outros, em São Cristóvão de Selho, Guimarães.

Durante os dez dias repletos de fé, partilha e oração visitámos os lares da paróquia do padre Samuel, pároco de S. Cristóvão, que esteve sempre presente, nomeadamente os lares de Silvares e Gondar e o centro de dia de S. Cristóvão, onde partilhámos a alegria de viver em Cristo. 

Com os mais novos, que sempre nos acompanharam em todas as atividades que propúnhamos à comunidade, vivemos experiências fantásticas, desde momentos mais sérios até momentos de pura diversão. Com eles estivemos todos os dias no ATL, no qual demos a conhecer a nossa missão, que é também uma missão deles. 

Realizámos ainda, para todos, um terço missionário; a caminhada à capela das Senhoras do Monte; o café concerto, uma forma muito particular de chegar aos jovens; e ainda, como forma de agradecimento a todos aqueles que nos proporcionaram uma excelente semana por terras vimaranenses, fizemos uma festa missionária, com espaço de partilha.

Levamos daqui as memórias de viver em grupo, grupo esse que se predispôs a ultrapassar os seus limites físicos e espirituais. Levamos as pessoas, os seus sorrisos profundos e até as suas lágrimas quando nos viram partir. Levamos um coração mais rico, que certamente nunca esquecerá a comunidade que tão bem nos acolheu. No fundo, levamos amor.

Espinhosela, Bragança

Hélio Soares, JSF Monte Abraão

Éramos 12 Jovens Sem Fronteiras acompanhados pelo Pe. Tony Neves, pelo Pe. Márcio Asseiro e pela Irmã Joana Cabral, e Espinhosela foi a nossa “casa”. Estávamos prontos para tudo o que fosse necessário, era Jesus quem nos chamava e nós aceitámos o seu chamamento. Celebrámos Eucaristia com os reclusos do estabelecimento prisional de Izeda. Participámos nas diversas celebrações, eucaristias, procissões e festas das aldeias vizinhas. E isto foi só uma parte daquilo que o Espírito Santo nos ajudou a fazer.

Para além do fazer, o Espirito Santo também nos ajudou a estar. Estivemos em lares, onde nos eram transmitidos os ensinamentos e as experiências dos mais velhos e onde estes também se deixaram ensinar pelos mais novos. Uma experiência intergeracional muito marcante. Foram momentos bem passados com cantigas antigas e novas e cânticos missionários, demonstrando que Jesus se quer fazer presente tanto nos mais velhos como nos mais novos.

Éramos um grupo diverso, mas estávamos todos ali com o mesmo objectivo de atendermos ao chamamento do Espirito Santo e de “Estar perto dos que estão longe, sem estar longe dos que estão perto”. Foi um Encontro com a Misericórdia de Deus. Um Encontro de irmãos, um Encontro em orações de grupo, um Encontro em eucaristias, um Encontro em lares, um Encontro nas procissões, um Encontro no estabelecimento prisional, UM ENCONTRO.

Agradecemos ao Pe. Tony Neves, ao Pe. Márcio Asseiro e a Irmã Joana Cabral que nos deram um testemunho vivo do que é ser Missionário. Agradecemos também ao Pe. Fernando Fontoura, ao Pe. Victor e a comunidade de Espinhosela por nos terem acolhido e pelo seu testemunho. E por fim, e não menos importante, dar graças ao nosso Amigão que nos acompanhou em toda a Semana e nos revelou o seu Amor e a sua Misericórdia, Jesus Cristo. 

Vale de Prazeres, Fundão

Uma vez que ‘Deus não escolhe os capacitados, ele capacita os escolhidos’, 14 jovens sem fronteiras de Norte a Sul do país, acompanhados pelo P. Hugo Ventura foram os ‘escolhidos’ para ‘construir pontes de misericórdia’ em Vale de Prazeres (Fundão) e suas freguesias vizinhas, de 19 a 29 de Agosto.

Animamos Eucaristias, tivemos orações/momentos de partilha com a comunidade, trabalhamos (brincando) com as crianças, visitamos centros de dia, lares, organizamos o encontro pós-crisma de jovens, participamos em festas, subimos ao ponto mais alto de Portugal Continental… Como nada seria possível sem toda a dedicação de todas as comunidades que nos receberam e que tão bem cuidaram de nós, a elas, o nosso muito obrigado!

Além do trabalho com a comunidade, o grupo fortaleceu a sua fé e união nos diversos momentos de oração e partilha de grupo, nas conversas, nas brincadeiras, nos sorrisos e lágrimas partilhadas, nos jogos e naqueles momentos (só nossos), sem dúvida juntos conseguimos ser UM, sem dúvida ‘Juntos Somos Fortes’! E porque a missão é sempre partir e voltar, dia 29 de Agosto regressamos a casa com o coração cheio e com a certeza de que ‘os mesmos nunca podemos voltar.”

Corte de Sines, Mértola

Por António Mosso

“Faz o que Deus espera de ti, faz sem medo de te enganares”. Foi alicerçado nesta certeza que entre os dias 19 a 29 de agosto de 2016, cerca de 14 jovens sem fronteiras, de norte a sul do país, acompanhados pelo Pe. Andrew e pelo António Mosso, partiram em missão. O destino foi uma pequena aldeia, perdida por entre os montes alentejanos de Mértola, com o nome de Corte Sines. Nela redescobrimos o sentido do nosso lema: “Estar perto dos que estão longe sem estar longe dos que estão perto”

Foram dez dias de constante desafio missionário, principalmente porque a população que encontrámos era bastante idosa. Este facto convidava cada um de nós a ir mais além sempre que entravamos na casa de cada doente que visitávamos diariamente, ao confraternizarmos com as pessoas que encontrávamos pelas ruas da aldeia, ao convivermos e celebrarmos nos lares de terceira idade e na unidade de cuidados continuados que visitamos. Os nossos finais de dia eram marcados pela eucaristia e a oração, aonde o grupo e todos aqueles que queriam juntar-se a nós, colocávamos em comum aquilo que vivemos e o que nos ia no coração. Juntando esse pedacinho que cada um trazia, fomos capazes de ser mais do que um conjunto de pessoas e fomos Um em Cristo. 

A nossa semana também foi festa, com eucaristias e procissões em Picoito, Via Gloria e em Corte de Sines. NNa hora de voltar, sentimos que unidos conseguimos servir e criar laços entre nós e com os habitantes de Corte, que tão bem e generosamente nos acolheram. Voltamos para dar mais e melhor nas nossas comunidades, pois a missão nunca tem fim. No nosso coração fica um sentimento de gratidão a todos aqueles que caminharam e partilharam a nossa missão e aos habitantes de Corte.