Espiritanos em França

Os Espiritanos nasceram em França. Entre a fundação da Congregação do Espírito Santo por Poullart des Places em 1703 e a fusão em 1848 com a Sociedade do Sagrado Coração de Maria fundada por Libermann em 1841, não se falava em divisão em províncias. Só em 1896 a congregação institui um regime provincial, e, a partir de 1906, começa a falar-se oficialmente da Província de França. O Superior geral Mgr Le Roy (1854-1938) escreve no Boletim geral: “Uma vez que a Congregação nasceu em França e aí se desenvolveu, a Província correspondia à Casa Mãe. Parece ter chegado o momento para esta se separar da administração geral e ser constituída na sua autónoma, tal como as outras províncias”. 

Desde 1923, a Província assume a obra dos Órfãos Aprendizes d’Auteuil. Esta responsabilidade é assumida pelo P. Brottier (1876-1936). Embora atualmente o número de espiritanos tenha reduzido, esta obra continua uma das prioridades da Província, ao serviço dos jovens, das crianças em dificuldade e das famílias, correspondendo aos objetivos da Congregação. 

A tradição fortemente missionária da Província é visível desde o seu início. A sua existência, organização e atividades tendem todas a permitir e a desenvolver a obra missionária da Congregação, principalmente em África. São vários os nomes dos espiritanos franceses associados à fundação, construção, organização e direção de muitas das missões um pouco por todo o mundo. 

Com audácia e criatividade, a Província sobreviveu a guerras no país e nas colónias, assim como às políticas antirreligiosas. Teve que renascer e reorganizar-se algumas vezes para continuar a responder à sua missão.

Atualmente a Província divide-se em 4 regiões. Contam-se 286 confrades nas 23 comunidades em França, dos quais 51 proveem de outras circunscrições. Temos ainda 57 confrades originários da Província espalhados pelo mundo em missão ad extra (dados de dezembro 2016).

No Capítulo de 2015, os Espiritanos em França definiram assim as suas prioridades: 

  • Continuar a enviar confrades em missão ad extra, apesar da rápida diminuição e envelhecimento dos seus membros efetivos. 
  • Continuar a anunciar com audácia a Boa Nova “aos pobres” ad intra: na obra dos Órfãos Aprendizes d’Auteuil, nas paróquias da periferia, aos migrantes e aos não crentes.
  • Continuar o trabalho da Pastoral Espiritana dos Jovens (PSJ) nos seus vários domínios: animação vocacional que favorize a formação para a missão segundo o carisma espiritano; envio como voluntário internacional. 
  • Investir na dimensão do acolhimento assim como da comunicação e médias. 
  • Aprofundar o renovamento espiritual.
  • Assegurar a unidade das comunidades apesar da diferença de idades e de origem para que sejam verdadeiros lugares de escuta e de partilha, de convivialidade, apoio e amizade fraterna. 
No news available.