A Palavra

O P. Veríssimo Teles, Missionário do Espírito Santo, nasceu em Bragança e foi Ordenado Padre com 24 anos. A sua primeira Missão, em Cabo Verde, marcou-o para sempre. De regresso a Portugal, foi formador de futuros Espiritanos e Animador Missionário e Vocacional. Percorreu este país, de lés-a-lés, continente e ilhas, para falar de Deus e convidar a entrar nesta onda e nesta barca da Missão.

Escrever sempre foi uma das suas paixões. Os muitos escritos da sua vida aparecem agora compilados em livro.

Tony Neves no prefácio

Sugeriram-me alguns Amigos que seria interessante fazer uma coletânea respigada do que escrevi ao longo dos anos de missionário. Sugestão interessante? Não sei. Só sei que a coletânea está agora ao alcance do Leitor. 

Na organização da coletânea dos textos, acabei por dar conta que a palavra me tinha sempre enamorado: a Palavra de Jesus me chamou, à Palavra procurei responder, a Palavra senti nos jovens e nas crianças. A Palavra fez a libertação humana e por ela me guiei e a preparei para ser comunhão dentro da Igreja.

A quantos, crianças, jovens e adultos… me ajudaram a conhecer e a responder, a dizer e a anunciar a Palavra, a todos um obrigado grato… E, agora, de modo especial, a Quantos ajudaram a tornar realidade esta coletânea, muito obrigado. 

Pe. Veríssimo Teles

50 anos depois, nos anos 90 fui procurar o P. Teles. Quando o encontrei não tive dúvidas em o reconhecer! Se não usasse barbas, e tivesse uma corneta ao ombro e uma pistola à cinta, diria que era o guarda florestal João Teles, seu pai, que tantas vezes vi no Monte de Morais… Abraçámo-nos fraternalmente, e pedi-lhe para o tratar por tu, como quando andávamos na escola. Disse-me que sim, e, perguntou-me: que tens feito João de Deus, tantos anos sem nos vermos! Foi com emoção que lhe falei da minha família e ele da sua vida pastoral, como padre e missionário….

Depois levou-me à Cova da Moura e à Pedreira dos Húngaros, nas periferias de Lisboa, onde ía visitar gente de outros continentes, para quem celebrava o casamento e batizava os filhos. Pessoas que o recebiam em suas casas humildes, como a “pai espiritual”. A partir desse dia restaurámos a nossa amizade de infância. Ele passou a ser para mim simplesmente o “meu amigo Padre.” 

João de Deus Rodrigues
(Amigo de infânciado Pe. Veríssimo Teles)