Um Pentecostes cheio de Missão

O Seminário da Torre da Aguilha vestiu-se de festa neste Pentecostes. Foi um Pentecostes Jubilar porque integrado na celebração dos 150 anos do início da Missão dos Espiritanos em Portugal. Ali se encontrava toda a diversidade da Família Espiritana: Padres, Irmãos, Irmãs, Leigos Associados, Fraternidades, Voluntariado, Famílias, benfeitores, funcionários, LIAM, JSF, MOMIP, ASES, Solsef, CEPAC.

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Encontro com a História

Tudo começou com uma sessão solene no auditório. Foi projetado um filme que mostra a história e a Missão dos Espiritanos em Portugal, realizado pelo P. Victor Silva. A história é densa e intensa, cheia de luzes e sombras, com momentos de expansão e de expulsão, com seminários cheios ou mais vazios, com animação missionária ou paroquial, com onze comunidades de vida orante e fraterna, como manda a Regra de Vida. Também há uma aposta forte nos compromissos de justiça e paz (de opção pelos mais pobres). E, claro, na raiz da vocação espiritana está a sua missão lá fora, primeiro em Angola, depois nos quatro cantos do mundo. Foi, igualmente, feita uma ‘visita guiada’ ao Álbum Jubilar’, da autoria dos Padres Aristides Neiva e Victor Silva.

Esta sessão contou com palavras de estímulo e gratidão do Dr. Carlos Carreiras, Presidente da Câmara de Cascais e da Dra Maria Fernanda Gonçalves, Presidente da Junta de S. Domingos de Rana.

Painel para perpetuar

A inauguração do painel jubilar foi o momento seguinte. No átrio da entrada do Seminário foi colocado um painel de azulejos, da artista Dina Figueiredo, que perpetua estes 150 anos da Missão Espiritana em Portugal. O P. José de Sousa assegurou a explicação. O descerrar do pano foi feito por D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa e pelo Dr. Nuno Piteira Lopes, vereador da Câmara Municipal de Cascais.

A Eucaristia foi o ponto alto da celebração jubilar, presidida por D. Manuel Clemente e animada pelo Coro dos JSF de Rio de Mouro. Na sua homilia, o Patriarca de Lisboa evocou os tempos em que nasceram os fundadores (Cláudio Poullart des Places e Francisco Libermann) e os desafios missionários a que eles responderam. A Missão dos espiritanos em Portugal também se integrou e integra num tempo e num lugar que exige compromissos radicais. D. Manuel Clemente agradeceu – como já o fizera a Conferência Episcopal a que ele preside – a vida e Missão Espiritana em Portugal de que faz sentido fazer uma memória agradecida do passado, incentivar a uma entrega apaixonada no presente, construindo com esperança e confiança o futuro.

Concerto com tons de África

A Igreja do Seminário acolheria, no fim da Eucaristia, um mini-concerto do grupo ‘Overjoyd’. Trata-se de um grupo de jovens cristãos que cantam, sem instrumentos, temas de matriz religiosa, em português, em latim e em várias línguas africanas. Foi uma atuação muito aplaudida pela beleza do repertório e pela qualidade e alegria colocada na execução. 

Partir do bolo…

Um jantar fraterno preencheu o último ponto do programa. Estava ali uma família reunida, através das lideranças dos movimentos e dinamismos que marcam a Missão Espiritana hoje. O partir do bolo foi, simbolicamente, a quatro mãos: o Patriarca de Lisboa, o Provincial Espiritano e os Superiores das grandes Comunidades Espiritanas do sul: Estrela-Lisboa e Torre da Aguilha-Cascais.

O regresso a casa, para muitos, foi retardado, pela vontade de continuar neste ambiente de festa e de Missão.

A próxima grande etapa do jubileu será em Fátima: a 1 e 2 teremos a grande Peregrinação da Família Espiritana que contará com a presença do P.John Fogarty, Superior Geral e do Arcebispo do Lubango (Angola), Dom Gabriel Mbilingi, Espiritano.

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