Sr. Padre Tó

Uma semana depois da ordenação, António Mosso ainda não se acostumou a que lhe chamem "Sr. Padre". Mas, apesar de tanta coisa nova, caminha confiante com o Senhor.

Missa Nova do P. António Mosso na Paróquia da Agualva, 16 de julho de 2017. (Foto: Gabriel Fernandes)

Escrevo estas poucas palavras, ainda recuperando de tudo o que vivi nestes últimos dias. Ainda antes da celebração na qual iria receber a ordem das mãos de D. Joaquim, já havia um ambiente festivo, mas igualmente de profunda comunhão e oração. Talvez foi por isso que no dia da minha ordenação não sentia um grande nervosismo, mas sim uma grande alegria e uma confiança no passo que iria dar. Poder dar este passo com a paróquia que me viu dar os primeiros passos na fé, junto de pessoas que caminharam comigo e me ajudaram a crescer e com muitos familiares e amigos, só poderia ser uma graça. Uma graça celebrada e agradecida numa celebração animada e imagem do que é a eucaristia, uma festa, um banquete aonde tem lugar todos os povos da terra. Pois a celebração foi marcada pela animação, a comunhão e a multiculturalidade que caracteriza a minha paróquia e a missão espiritana.

A minha ordenação ocorreu há 5 dias e mesmo assim ainda não me acostumei a ser chamado “Sr. Padre”. Talvez porque olhando ao espelho ainda veja a mesma pessoa, talvez porque sinta que a minha missão ainda é o anunciar a alegria do Evangelho e a salvação por Ele oferecida, ou talvez porque sinta que me move ainda o mesmo amor por Deus. Mas a verdade é que algo muda. As responsabilidades, o ministério, a forma como exerço a missão que me é confiada. Mas o que mais me atrapalha é o olhar dos outros em relação em mim, as suas esperanças, as suas confianças e os seus pedidos de que seja um “fiel e santo sacerdote”. A etapa que agora começou é um caminho no qual espero tornar fecundo o dom que recebi. Mesmo no meio de tanta coisa nova e que tenho de aprender, caminho confiante, pois ao meu lado vai Aquele que venceu o mundo e atrás vão tantos e tantas que mesmo não estando perto fisicamente, estarão perto pela sua fé, oração e amizade e que assim vão fazendo ir sempre mais longe na messe do Senhor. 

Últimas

Sabor a injustiça?

Como é que podemos trocar o sabor a injustiça pelo sabor e cheiro a misericórdia?

O (mais) perfeito dom

Jesus fala-nos do ‘perdão do coração’. Esse é que é o perdão por excelência, o dom perfeito. É na...

Bispo simples e próximo

A Família Espiritana une-se à Diocese do Porto e à família do D. António Santos, que partiu, esta...

Outra vez o jumento?!

"É tempo de férias, estar com a família e descansar, que seja também tempo para louvar e agradecer,...

Vidas alheias?

Passar do alheamento reinante a uma atitude de atenção, de proximidade, de solidariedade e de...