Sem paninhos quentes

Também podemos aprender com os atletas olímpicos. De facto, não foi apenas com belas palavras e treinos ‘soft’ que eles se prepraram para as competições nestes dias a decorrer no Brasil! Também não é com o “já e sem esforço” da cultura hodierna que poderemos levantar construção que perdure para a vida eterna!

20º Domingo do Tempo Comum

A Palavra do Senhor que, nos últimos domingos, nos vem sendo proclamada, destoa mesmo do contexto de férias e de calor que caracteriza este tempo de Verão!

Com efeito, a Jeremias, que, em nome do Senhor, frontalmente denunciara a gravidade da situação e a inevitabilidade do exílio para Babilónia, silenciaram-no, lançando-o para o fundo de um poço, com a cobarde e pusilânime anuência do rei Sedecias; na Carta aos Hebreus é-nos dito “ainda não resististes até ao sangue, na luta contra o pecado” e, no evangelho, é o próprio Cristo que nos garante que não veio trazer facilidades e tranquilidade, mas a divisão!

Convenhamos que se trata de uma mensagem pouco agradável e, aparentemente, não muito estimulante! Mas é isso mesmo que o Senhor pretende com o convite: “libertemo-nos de todo o impedimento e corramos com perseverança”!

No passado domingo eram-nos evocados os “pais” na fé (Abraão, Isaac, Jacob, Sara). Mas, tal como ontem, também hoje podemos evocar homens e mulheres do nosso tempo que palmilharam com fidelidade e determinação os caminhos da fé: Teresa de Calcutá, João Paulo II, Padre Pio, os Pastorinhos de Fátima, Edite Stein, o casal Quatrocchi, Maximiliano Kolbe e muitíssimos outros que, de forma silenciosa e quase anónima, continuam a engrossar o cortejo dos Santos. Com efeito, quantos cristãos, nos nossos dias, são impedidos ou castigados e mortos por professarem a sua fé!? E, como afirma S.to Agostinho, “a ponte não partiu após a sua passagem”: o caminho continua aberto também para nós!

Mas só o poderemos fazer, fixando os olhos em Jesus, “guia da nossa fé e autor da sua perfeição”, Ele que, “renunciando à alegria que tinha ao seu alcance, suportou a cruz”. Também o profeta Jeremias podia ter-se mantido muito caladinho ou, então, fazer coro com os patriotas... Mas seria infiel a Deus!

Mais que intercessores a quem com frequência recorremos para ‘meter uma cunha’ a Deus, devemos olhar para os Santos como ‘companheiros de corrida’ que, da meta, nos estimulam e apoiam: “se nós pudemos, porque não tu?”

É verdade que não é isso que nos é oferecido pela congestão das telenovelas e das revistas ‘cor de rosa’. Mas também é verdade que cada um vê o que quer e só consome o que quiser. Por isso, nos recordava Jesus: “a partir de agora, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois e dois contra três”.

Mas também podemos aprender com os atletas olímpicos. De facto, não foi apenas com belas palavras e treinos ‘soft’ que eles se prepraram para as competições nestes dias a decorrer no Brasil! Também não é com o “já e sem esforço” da cultura hodierna que poderemos levantar construção que perdure para a vida eterna!

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