“...Seguir o rumo da providência”

Moçambique: Espiritanos em capítulo elegem novo superior e inauguram novo seminário

Os Missionários do Espírito Santo estão presentes em Moçambique há duas décadas. A sua atividade missionária começou na Dioceses de Nakala (norte) e Chimoio (Centro Oeste) e foi-se alargando às dioceses de Nampula e Beira. Hoje formam 4 comunidades.

No início, os primeiros missionários dependiam diretamente do Conselho Geral (Roma) e à medida que o número foi aumentando foram assumindo a sua autonomia própria constituindo, usando a nomenclatura da Congregação, o “Grupo de Moçambique”. Este grupo teve o seu primeiro Capítulo em 2010 e o segundo este mês de julho de 06 a 13, na cidade da Beira. Esta cidade, respondendo a um critério de escolha, situa-se a meio caminho entre as missões do norte e cento oeste, o que facilita o encontro dos missionários nas suas reuniões periódicas. Além disso, a nossa presença nesta diocese respondeu a um pedido expresso do Bispo, D. Cláudio, que nos entregou uma paróquia na periferia e a possibilidade de construirmos o seminário. Ter uma casa de formação era já um dos objetivos do primeiro Capítulo que agora se concretiza para acolhermos os jovens vocacionados à vida espiritana. Estes jovens, vindos das comunidades onde trabalhamos, fazem o seu percurso inicial, o chamado Postulantado, em ambiente de seminário para se prepararem devidamente e poderem integrar as estruturas da Congregação, na área da Filosofia e Teologia, existentes na Região Espiritana dos vizinhos países do Malawi e Zimbabwe.

A realização de um Capítulo, normalmente de seis em seis anos, é sempre um acontecimento importante na nossa vida espiritana. É o momento de vermos como estamos a viver a nossa vocação e missão; se estamos a viver segundo aquilo que já foi assumido por todos, identificando as “luzes” e “sombras”, para podemos percorrer novos caminhos na fidelidade ao nosso carisma missionário.

Neste Capítulo, os temas abordados foram objeto de uma reflexão prévia por comunidades. Assim se elaborou um “Instrumento de Trabalho” que serviu de base à reflexão, partilha e decisões a tomar. Os temas principais foram: “A nossa Vocação e Missão”; A Formação Inicial e Especializada; a Autossustentabilidade Financeira e a Organização do Grupo. O lema escolhido inspirou-se nos escritos de Libermann: «em todas as coisas, em todos os momentos, em todas as circunstâncias seguir o rumo da Providência».

Deste Capítulo saiu um plano de ação para os próximos seis anos que a nova equipa de animação, liderada pelo P. Alberto Tchindemba, novo Superior do Grupo, irá dinamizar e implementar.

Um dos momentos altos foi a bênção e inauguração do Seminário pelo Arcebispo da Beira, D. Cláudio. Durante todo o Capítulo esteve na Capela um “memorial” de agradecimento a todos os que ajudaram à sua construção e cujos nomes estavam escritos em letras bem visíveis. Senti um sadio orgulho pela grande contribuição dos nossos liamistas e da própria Província portuguesa. Este sentimento de gratidão esteve sempre presente na oração pelos benfeitores a ponto de os confrades atribuírem o nome de “Cor Unum” a este seminário: O Seminário “Cor Unum”!

A realização deste segundo capítulo motivou a minha presença, pela primeira vez, em Moçambique com a função de moderar e representar a Província Portuguesa. A minha visita às comunidades de Itoculo, Nampula e Beira foi um momento de graça e renovação espiritual pela bela experiência vivida com os confrades nas visitas às comunidades. Sente-se na vida dos confrades um grande espírito de simplicidade, despojamento e proximidade com o povo, partilhando das suas inquietações e esperanças na consolidação de uma paz duradoura. É assim a Missão Espiritana!

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