Saber parar

E as férias, servem para isto mesmo: para, ao iniciarmos um novo ano, começarmos doutra forma e com outra postura.

Este tempo, para muita gente, é uma oportunidade de férias. Se calhar, muitos acham que não precisam de férias e de saber fazer pausas na vida. É um engano e sobretudo um mal que fazemos a nós mesmos, se não tivermos a coragem de fazer paragens refontalizadoras que nos estimulem a melhor qualidade de vida.

Há uns anos veio parar-me às minhas mãos um livro de David Kundtz intitulado Como parar quando temos de continuar. Achei-o muito interessante e sobretudo uma reflexão muito clarividente sobre o saber parar e como parar. Será que sabemos fazer paragens? Pausas? Muita atenção pois o ritmo de vida que levamos é demasiado acelerado que, muitas vezes, nem nos dá tempo para respirar. E a arte é não só parar mas ter a consciência que, para melhor continuar, temos mesmo de saber parar.

Há muitas maneiras de ocupar o tempo de férias. Não vou aqui apontar sugestões pois são imensas. Contudo permitam-me salientar que também podemos fazer pausas por causas nobres como é, por exemplo, uma missão de voluntariado, de apoio ao próximo, de solidariedade com povos e culturas diferentes.

Para isso basta termos alma verdadeiramente missionária. A nossa acção missionária não deve ter férias pois esta pode ser feita em todos os lugares e momentos. Até numa praia, no campo e no convívio. Entre familiares e amigos.

A Animação Missionária é um estado contínuo de vida, sem intermitências. Por conseguinte, por vezes, precisamos de parar para avaliar o ano pastoral que passou para podermos progredir melhor e com outra ousadia.

Em certos momentos, temos medo de avaliar a nossa acção missionária. Achamos que está tudo bem e não temos a capacidade de nos abrirmos a novos caminhos. O continuar para melhor, exige esta atitude de renovação, de novos métodos e de novas pessoas. Não podemos eternizarmo-nos à frente dos cargos e das direcções. Temos de saber passar o testemunho e confiar em novas pessoas. Só assim haverá renovação. Sem este espirito renovador nunca conseguiremos abrirmo-nos à acção do Espírito Santo em nós e nos nossos grupos.

Os 80 anos da LIAM a serem celebrados proximamente têm de marcar esta diferença. Muita coisa tem de mudar. Sem medo, sem receios e sem saudosismos.  

E as férias, servem para isto mesmo. Para, ao iniciarmos um novo ano, começarmos doutra forma e com outra postura.

Desejo boas férias a todos.

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