Remédio para o stress

17º Domingo do Tempo Comum. Neste tempo de férias, a grande preocupação é descansar, é aliviar do ‘stress’, essa doença da moda que tudo explica e tudo justifica. E com razão, convenhamos. Só que, se ficarmos por aqui, não serão precisos muitos dias e semanas para voltarmos a sentir necessidade de novas férias.

17º Domingo do Tempo Comum

Neste tempo de férias, a grande preocupação é descansar, é aliviar do ‘stress’, essa doença da moda que tudo explica e tudo justifica. E com razão, convenhamos. Só que, se ficarmos por aqui, não serão precisos muitos dias e semanas para voltarmos a sentir necessidade de novas férias. 

Por isso, precisamos de fazer mais do que simplesmente ‘aliviar do stress’. De facto, estaremos todos de acordo que a vida para ser verdadeiramente (vi)vida, precisa de motivações fortes, são necessários objetivos bem definidos e que nos obrigam a ‘correr’ E se atendermos à ‘correria’ que vai na vida de muitos dos nossos contemporâneos, diríamos que as pessoas de hoje andam super-motivadas.

A realidade, porém, é bem diferente, pois dessa ‘correria’ pouco ou nada mais resulta que o “stress”, o vazio e a desilusão. Por isso, vale bem a pena que nos perguntemos atrás de que é que nós corremos na vida.

E a Palavra do Senhor deste domingo oferece-nos uma grande ajuda para irmos à raiz do stress. Ela fala-nos de um homem que, tendo descoberto um tesouro num campo, corre a vender tudo o que possui para adquirir esse campo; fala-nos do negociante de pérolas, que corre para tentar ficar com uma de grande valor, que, por mero acaso, encontrou; fala-nos ainda do pescador que, após a faina, corre a separar o peixe bom para rapidamente o colocar na praça... Trata-se, afinal, de gente como nós, que ‘luta pela vida’ neste ‘corre-corre’ de cada dia. 

Mas fala-nos também de Salomão, que, com garantia de ser atendido pelo Senhor e podendo pedir ‘longa vida’, ‘riqueza’, ‘fama’ ou a ‘desgraça dos seus inimigos’, opta por solicitar um ‘coração inteligente’, que o torne capaz de bem governar o seu povo. É verdade que, bens materiais não lhe faltavam e que também dispunha de meios para se desfazer dos inimigos. Mas qual é o coração que se dá por satisfeito com o que já tem ou que não anseia por uma derrota ainda maior dos seus inimigos?

Mas, não será isto “correr atrás do vento”, que corre sempre mais do que nós? E que sentido fará isso para nós, cristãos, que sabemos que “Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam”? Onde poderemos encontrar tesouro mais valioso? Afinal, atrás de que é que corremos nós? 

Também nós precisamos de colocar acima de todas as preocupações a busca de um ‘coração inteligente’, que seja capaz de distinguir o que vale e o que não vale, o real e o ilusório, o definitivo e o transitório, e sempre bem atento e aberto às necessidades e sofrimentos dos nossos irmãos.

Se assim fizermos, seguramente que não “correremos atrás do vento” e teremos à nossa disposição o verdadeiro remédio para combater o ‘stress’! Só assim poderemos fazer nossas as palavras do Salmista: “Eu amo os vossos mandamentos mais que o ouro mais fino”; “Para mim, vale mais a lei da vossa boca do que milhões em ouro e prata”.

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