Peregrino da paz

O Papa Francisco visitou Fátima como peregrino da esperança e da paz. O que ele disse vai continuar a falar alto e calar fundo no coração de quantos o quiseram ouvir.

Papa Francisco na Capelinha das Aparições, em Fátima, a 12 de maio de 2017. (Foto: João Cláudio Fernandes)

O Papa Francisco visitou Fátima como peregrino da esperança e da paz. O que ele disse vai continuar a falar alto e calar fundo no coração de quantos o quiseram ouvir. Destaco algumas das frases que ficam para a nossa história:

‘Percorreremos todas as rotas, seremos peregrinos de todos os caminhos, derrubaremos todos os muros e venceremos todas as fronteiras, saindo em direção a todas as periferias, aí revelando a justiça e a paz de Deus. Seremos, na alegria do Evangelho, a Igreja vestida de branco, da alvura branqueada no sangue do Cordeiro derramado ainda em todas as guerras que destroem o mundo em que vivemos’ – visita à Capelinha das Aparições.

‘Que Ela, Mãe doce e solícita de todos os necessitados, lhes obtenha a bênção do Senhor! Sobre cada um dos deserdados e infelizes a quem roubaram o presente, dos excluídos e abandonados a quem negam o futuro, dos órfãos e injustiçados a quem não se permite ter um passado, desça a bênção de Deus encarnada em Jesus Cristo’. ‘Sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do carinho. Nela vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentirem importantes’ – antes da Recitação do Rosário.

‘Temos Mãe! Uma ‘Senhora tão bonita’ – comentavam entre si os videntes a caminho de casa, há cem anos atrás’. Para o Papa, ‘no crer e sentir de muitos peregrinos, senão mesmo de todos, Fátima é sobretudo este manto de luz que nos cobre’. Citando uma visão de Jacinta, disse o Papa: ‘Não vês tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente, a chorar com fome, e não tem nada para comer?’ – referiu o Papa na homilia da Missa, após canonização de Jacinta e Francisco Marto.

‘Na sua paixão, Cristo tomou sobre si todos os nossos sofrimentos. Jesus sabe o que significa o sofrimento, compreende-nos, consola-nos e dá-nos força, como fez a S. Francisco e a S. Jacinta, aos santos de todos os tempos e lugares’. (…). ‘Vivei a vossa vida como um dom e dizei a Nossa Senhora, como os Pastorinhos, que vos quereis oferecer a Deus de todo o coração’ – na saudação aos doentes.

‘Sejamos no mundo sentinelas da madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus e descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor’.

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