Papa Francisco, a revolução imparável

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apresentou, esta tarde, na Igreja do Convento de São Domingos acolheu, o novo livro dos jornalistas António Marujo e Joaquim Franco.

Sobre o Papa Francisco parecia não haver nada de muito novo a dizer. Mas mais importante que as novidades de conteúdo há as novas formas de abordar as questões e a coerência como se vive o que se diz. Nisto o Papa Francisco é um campeão, no dizer de António Marujo e Joaquim Franco, dois jornalistas peritos em assuntos religiosos.

Às portas da sua visita a Portugal, os autores falam de alguns temas quentes do pontificado de Francisco: pobreza, economia, clima, justiça, família, Vaticano. Falam das reformas que o Papa tenta implementar e das oposições que refreiam este ímpeto reformista.

O Papa recolhe uma simpatia generalizada e transversal à sociedade, Aposta na misericórdia como coração da mensagem cristã e, por isso mesmo, da Missão e da vida da Igreja.

Francisco fala muito da alegria, a ponto de a dar como título a dois dos seus documentos mais emblemáticos: ‘A Alegria do Evangelho’ e ‘A Alegria do Amor’. É contra a economia que mata e por uma ecologia integral. Coloca a família e a mulher no centro das suas preocupações pastorais.

O Papa lança apelos a uma Europa que se tornou muro em vez de ponte. Ataca de frente a globalização da indiferença que faz do Mediterrâneo um enorme cemitério.

A perspetiva ecuménica do Papa Francisco levou-o à Suécia para celebrar os 500 anos da Reforma de Lutero. Aposta na unidade da diversidade. Diz que é mais o que une as Igrejas cristãs do que aquilo que as separa.

A reforma da Cúria, no seu todo, é a opção mais radical do pontificado deste Papa argentino. Quer mais descentralização. Insiste nas questões do desenvolvimento humano integral. Exige uma Igreja mais simples, mais santa, mais solidária. Quer uma administração mais transparente. Garante combate sem tréguas à pedofilia e a todas as formas de corrupção.

António Marujo e Joaquim Franco fazem um resumo: ‘Misericórdia, atenção aos mais pobres e vulneráveis, proximidade com todos, cultura de encontro, cuidado com a Criação, acolhimento das situações de fragilidade, maior empenho na justiça social e numa economia ao serviço das pessoas, defesa da liberdade, promoção de uma cultura da paz e da não violência, reforma das Instituições da Igreja num sentido mais evangélico’.

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