Onde está a diferença?

A “diferença” que os outros devem notar em nós não pode reduzir-se ao uso de símbolos religiosos... mas tem a ver com os nossos gestos, as nossas atitudes, os nossos comportamentos, que devem estar cheios de paz, de luz e de ‘pão’.

Jesus é o Cordeiro de Deus, uma entrega sacrificada por amor (desenho de Patxi Fano)

2º Domingo do Tempo Comum

Ao longo dos tempos, muito se tem falado da fisionomia de Jesus, da sua estatura e beleza física, como se fosse a amostra de uma raça geneticamente pura.

É verdade que no Salmo 44 se afirma “sois o mais belo dos filhos dos homens”. Mas também é verdade que João Batista afirma “Eu não O conhecia”, nem aponta os seus dotes físicos como forma de Ele ser facilmente reconhecido.

A “diferença”, para João Batista, está naquilo que aconteceu a Jesus após o batismo e que ele viu, compreendeu e, por isso, testemunhou: “Eu vi o Espírito Santo descer do Céu e permanecer sobre Ele. Ele é o Filho de Deus”. Por isso, O vai apresentar aos seus discípulos como “o Cordeiro de Deus”.

Mas também de pouco valeria esta “diferença” se ela não se tornasse visível nos gestos e nas atitudes de Jesus. Para que isso aconteça, torna-se indispensável, antes de mais, a autoconsciência desta “diferença”. É o que Isaías nos comunica no texto da primeira leitura. Foi disso que os primeiros discípulos se aperceberam e, por isso, ficaram com Ele, para O seguir. É a ‘isso’ também que Pedro se refere, ao afirmar que Jesus “passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo demónio”.

É para esta “diferença” que S. Paulo nos encaminha, ao dizer-nos que somos “chamados à santidade”! De facto, a “diferença” que os outros devem notar em nós não pode reduzir-se ao uso de símbolos religiosos – até estão na moda! -, nem a uma simples prática religiosa: só “isto” dá para muito pouco! A “diferença” que eles esperam em nós tem a ver com os nossos gestos, as nossas atitudes, os nossos comportamentos, que devem estar cheios de paz, de luz e de ‘pão’.

Enquanto não se perguntarem “de que Espírito somos” nós cristãos, não conseguiremos que eles se interessem por Jesus e O sigam!

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