O Escafandro e A Borboleta

«Um filme, uma provocação» é a nova proposta do CESM para as suas tertúlias de Sábado à noite. No dia 19 de novembro refletimos sobre a história verdadeira de Jean-Dominique Bauby.

Aos 43 anos, no pico da carreira profissional, o editor da revista "Elle" em França, Jean-Dominique Bauby, foi vítima de um acidente vascular cerebral que lhe paralisou todo o corpo, excepto o olho esquerdo. Apesar do estado vegetativo, Bauby continuava intelectualmente lúcido, e conseguiu, com a ajuda de Henriette, a sua terapeuta da fala, utilizar esse olho para comunicar com o mundo exterior, descrevendo de forma pormenorizada, letra a letra, as suas angústias, os seus sonhos, o seu mundo interior, acabando por publicar este livro autobiográfico, que viria a tornar-se um best-seller, escrito através do piscar do olho. Em O Escafandro e A Borboleta, adaptado ao cinema por Julian Schnabel, Jean-Dominique Bauby narra os seus dois últimos anos de vida e mostra ao mundo que o facto de não se poder mover nem falar não o impedia de querer viver.

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