O dia que não acabou

A Páscoa é marcada por grande movimentação. Bem movimentada também é a vida hodierna, mas igualmente muito necessitada da luz pascal: não falta gente que caminha apressadamente à procura da felicidade e só encontra túmulos vazios - e não é aí que pode encontrar o Senhor da vida.

Domingo de Páscoa

Dos relatos evangélicos pode concluir-se que o dia de Páscoa foi muito longo e bem movimentado: começa bem cedo - “de manhãzinha, ainda escuro”, algumas mulheres dirigem-se para o sepulcro - e vai acabar, já noite dentro, com o regresso dos discípulos de Emaús a Jerusalém.

Quanto à movimentação, ela está bem patente na forma apressada como as mulheres se dirigem para o sepulcro; no seu regresso, não menos apressado, para comunicar aos discípulos o que constataram; e na descoordenada corrida de Pedro e João para confirmarem com os próprios olhos quanto lhes foi contado.

Bem diferente vai ser o ritmo com que os dois discípulos, já na parte da tarde, calcorreiam os poucos quilómetros que os separam da sua terra natal, e donde vão regressar novamente a Jerusalém, já noite dentro e agora a uma velocidade muito superior, para aí partilharem com os companheiros o encontro que tiveram com Jesus ressuscitado. 

Ainda hoje, a Páscoa é marcada por grande movimentação: seja as viagens - mais curtas ou mais longas - para passarmos esta festa na nossa terra e com os nossos familiares, seja o formigueiro dos cortejos pascais que, de casa em casa, transportam a Cruz pascal e levam por toda a parte o anúncio do ‘aleluia’ vitorioso.

Bem movimentada também é a vida hodierna, mas igualmente muito necessitada da luz pascal: não falta gente que caminha apressadamente à procura da felicidade e só encontra túmulos vazios - e não é aí que pode encontrar o Senhor da vida. Muitos mais são aqueles que se arrastam pesarosamente pelos caminhos da vida, vergados ao desencanto e perda da esperança, e a reclamarem a presença de quem aceite caminhar com eles, escutá-los e lhes aqueça o coração. De facto, se há muitos viajantes nos inúmeros caminhos das Emaús dos nossos dias, necessário se torna que nos façamos seus companheiros de viagem para lhes restituirmos a luz da esperança que em nós se acendeu fulgurante com a ressurreição de Cristo!

Para isso, deixemo-nos encontrar pelo Senhor da vida e fortaleçamos a nossa fé pelo banquete eucarístico, pela explicação das Escrituras e pela leitura dos indícios, quais ‘sinais de pista’, por mais ténues que eles sejam e que o Senhor vai deixando nos caminhos da vida, para, assim, nos tornarmos companheiros de tantos irmãos nossos que percorrem, pesarosos e desalentados, caminhos de Emaús e possam também eles recuperar o sentido e a alegria de viver!

Por isso, o dia de Páscoa para nós, cristãos, nunca acaba: a sua luz tem de iluminar as noites escuras em que estão mergulhados tantos irmãos nossos! Este é verdadeiramente “o dia que o Senhor fez”!

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