Missionário no Senegal

8. A história do Beato Daniel Brottier, contada pelo P. Agostinho Tavares.

Terminado o noviciado, O P. Daniel Brottier foi nomeado para o Senegal. Uma deceção para quem desejava ser missionário da África profunda, no mato. Mas o espírito de obediência fê-lo partir. A 27 de Novembro de 1903, desembarcou em Dakar e, no dia seguinte, chegou à cidade de S. Luís, onde devia trabalhar em colaboração com o pároco, o P. Jalabert, e outros confrades.

Homem de ação, o jovem P. Brottier deitou mãos à obra com entusiasmo. Reanimou várias obras tais como o Círculo Católico, as Filhas de Maria e o Coral da paróquia, através das quais atraiu a juventude. Acabou por fundar uma fanfarra e fazer publicar o Boletim da paróquia.

Homem de ação, encontrava, no meio da intensa atividade que desenvolvia, tempo para pregar partidas e fazer rir os seus confrades. A partida mais curiosa, amigo leitor, que fez aos confrades, foi a de lhes preparar gato em vez de coelho. E tão bem preparou o felino que, inclusive um dos comensais que se tinha como entendido em culinária, saiu da mesa convencido de ter comido um rico prato de coelho. E de tal ficaria convencido se o próprio P. Brottier não tivesse desvendado o segredo no recreio que se seguiu ao repasto.

A frágil saúde do P. Brottier fez os médicos insistirem na necessidade de passar um longo tempo de repouso em França, depois deste ter apanhado uma forte insolação em Agosto de 1906. Retemperadas as forças, regressou em Janeiro de 1907. Mas em Junho de 1911 teve de regressar definitivamente a França. Da sua vida de missionário, uma Irmã deixou-nos este belo testemunho: «Não se deve crer que com as suas numerosas ocupações, preocupações e grandes mal-estares, era triste e moroso; não, era alegre e sabia encontrar, quando queria, a palavra para rir e alegrar os aflitos. E, no entanto, ele sofria. Deus arranjou-lhe provas e penas muito profundas. Mas como todos os que querem fazer bem, sabia que tudo se compra com a generosidade, o sacrifício e o esquecimento de si. Enfim, sobretudo, que alma de religioso! Era um homem de uma vida sobrenatural intensa. Foi amado em S. Luís por todos os que dele se aproximaram».

As palavras que o cardeal Verdier proferiu no funeral do P. Brottier dizem tudo: «A sua recordação viverá no coração de todos, como a de um santo e de um verdadeiro Pai»!

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