Missão na Graciosa, Faial e Flores

Animação Missionária nas ilhas dos Açores

Liamistas na ilha do Pico

Depois de ter visitado, em março, alguns grupos da ilha Terceira e todos os de São Miguel, embarquei para a ilha Graciosa. Durante três dias, visitei escolas, tanto as primárias como secundaria, as três paróquias e estive com o grupo da LIAM, que se reúne habitualmente na paróquia de Santa Cruz da Graciosa.

Fiquei feliz em poder acompanhar durantes estes três dias o dia a dia da equipa sacerdotal que trabalha nesta ilha: PP. Sérgio, Carlos e João Paulo. Em ambiente de fraternidade e alegria, partilham as múltiplas actividades pastorais e tentam dentro dos mais diversos condicionalismos viver em comum.

Acolhedores, como bons açorianos, nutrem pela vida missionária um especial carinho. Além de me terem acompanhado sempre, ao longo do ano, acompanham como assistentes as reuniões do núcleo da LIAM acima mencionado.

Depois, viajei para a ilha do Faial. Nesta ilha há um núcleo da LIAM que, avançado em idade, vai tentando fazer o que pode. Em conversa com o ouvidor (vigário da vara ou acipreste) o pe. Marco Luciano, há um projecto a nascer: criar um núcleo em Flamengos e outro, talvez, na paróquia de Cedros, onde vive e trabalha o pe Bruno, muito simpático e acolhedor, como o sabem ser todos os faialenses e que foi o meu cicerone.

Em seguida, viajei para a ilha das Flores. Cheguei a esta ilha no dia em que realizavam as primeiras jornadas de Pastoral Social, organizadas pela equipa sacerdotal, composta pelos pe. Rúben, pe. Eurico, párocos in solidum, e pelo pe. José Trigueiros, que sendo responsável pela sua terra natal, vive com uma alegria que contagia e que está bem amadurecida pelos seus muitos anos de serviço e de dedicação às mais pobres.

Confesso que saboreei esta pastoral de proximidade e de comunhão. É muito interessante o testemunho de vida fraterna e comum que esta equipa sacerdotal desenvolve. Vivem na mesma casa, partilham funções e responsabilidades. Com eles visitei, ao longo do fim de semana, as diversas comunidades e participei na procissão dos Passos numa das mais pequenas comunidades: Fajazinha. Pequena em número de habitantes, mas muito activa esta comunidade. Nesta, gostei de sentir o espírito missionário, o carinho pelos missionários e a ternura manifestada nas orações.

Fui também visitar escolas, e por fim, estive com o grupo de amigos das missões na localidade de Ponta Delgada. Mais do que ver a ilha do Corvo ao longe, percebe-se o genuíno sentido missionário nesta comunidade. Há um coração que vê mais longe, que ama mais longe e que deseja chegar com a sua mão solidária também mais longe.

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