Mãe de Misericórdia

Neste mês em que lembramos a Igreja incendiada pelo fogo do espírito queremos ficar com Maria no Cenáculo para podermos aprender como ser Seus instrumentos e seguir o mandato “Ide e ensinai todos os povos”.

Pai Nosso, que estais no Céu, neste mês de Maio, mês de Maria, dou-te graças pelo dom de Maria à humanidade. Ela é a “Arca da Aliança entre Deus e os homens, que atesta que a misericórdia do Filho de Deus não conhece limites e atinge a todos, sem excluir ninguém” (Rosto da Misericórdia). Nós lhe chamamos Mãe de Misericórdia porque ela foi antes mãe da Misericórdia, porque Deus “olhou para a humildade da Sua serva” (Lc 1,18). Sendo Nossa Senhora humilde ela foi capaz de fazer a vontade de Deus, por ser Sua serva proferiu o “Faça-se”. Tendo consciência da sua incapacidade como criatura ela acreditou no nada impossível para Deus, e deixou que Ele fizesse maravilhas. Por vezes, vemos a nossa incapacidade mas não somos capazes de acreditar que Deus pode fazer infinitamente mais do que possamos imaginar, deixamo-nos ficar no seguro do nosso comodismo e não nos atiramos nos braços de Deus, e dos irmãos famintos de Amor.

Ao contemplar a passagem do Evangelho da Ressureição alguém comentava que as mulheres tinham mais facilidade em acreditar porque elas viviam na carne o milagre de dar à luz, o milagre da vida. Cada vez que um novo ser nasce é como que Deus nos quer mostrar que ainda aposta no ser humano. 

Maria não foi líder mas esteve sempre presente, nunca quis ter o protagonismo mas foi elo de ligação, como chave de ignição que faz o motor trabalhar. Ela é medianeira semelhante a uma mãe que intercede constantemente pelos seus filhos, e que permanece com eles tomando consigo as suas dores e alegrias. A mãe não deixa de ser mãe quando perde o filho, quando ele se perde no mundo da droga, do roubo, da marginalidade. Estando longe ou perto o seu coração de mãe não deixa de pulsar por ele. Nós temos de ter os mesmos sentimentos para com o ser humano, apostar nele mesmo quando tudo parece perdido. Essa é a misericórdia exigida a um cristão.

Eugénie Caps escrevia no seu diário, passado um ano da fundação: “Boa Mãe, preciso de apoio, de um modelo. Em Vós encontro tudo aquilo de que preciso. Coração de Maria não vivendo senão para o Vosso Filho Jesus, obtende-me a graça de viver unicamente para Ele” (Diário da Ir. Eugénie Caps, 1922).

Neste mês em que lembramos a Igreja incendiada pelo fogo do espírito queremos ficar com Maria no Cenáculo para podermos aprender como ser Seus instrumentos e seguir o mandato “Ide e ensinai todos os povos”.

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