LIAM do Norte celebra 80 anos de missão

Cerca de quatrocentas pessoas reuniram-se no Sameiro para dar graças a Deus pelos 80 anos de missão da LIAM. Representando as quatro dioceses do norte onde a LIAM está implantada (Viana do Castelo, Braga, Bragança e Porto) estiveram presentes, além de liamistas, Jovens Sem Fronteiras e outros movimentos espiritanos, assim como vários espiritanos e espiritanas professos, manifestando desse modo a diversidade e unidade da família espiritana.

Oitenta anos até pode ser pouca coisa na história do universo, mas neste universo da nossa missão, oitenta anos significam muitos rostos, muitas mãos trabalhando pela evangelização e pela solidariedade, muitíssima gente dando o melhor de si pela missão da Igreja, particularmente a que se desenvolve nos lugares e situações onde estão os espiritanos. Este ano, a LIAM faz oitenta anos.

Quando em 1937, num gesto simples, se deu início a este movimento da Igreja, talvez não se pensasse no quanto esta semente pequena iria desenvolver-se e em quantos frutos iria tornar-se. No passado dia 30 de Abril, no santuário do Sameiro, em Braga, foi tempo de celebrar este projeto de Deus que é a LIAM. Cerca de quatrocentas pessoas ali se reuniram, representando quatro dioceses do norte, onde a LIAM está implantada: Viana do Castelo, Braga, Bragança e Porto. Além de liamistas, estiveram Jovens Sem Fronteiras e representações de outros movimentos espiritanos, assim como vários espiritanos e espiritanas professos, manifestando desse modo a diversidade e unidade da família espiritana.

Unidos a Maria, primeira missionária, o encontro iniciou-se à volta da estátua de S. João Paulo II, para a partir daí todos fazerem uma pequena caminhada até ao Santuário. Alguma chuva, um frio inesperado, mas corações quentes e agradecidos pelo dom de estar juntos. Depois de um tempo de oração mariana, na Igreja principal, todo o grupo se reuniu na grande cripta do Sameiro para ali celebrar a Eucaristia, que foi presidida pelo P. Tiago Barbosa, assistente nacional da LIAM.

Na homilia, convidando a uma meditação a partir da experiência pascal de Emaús, o P. Tiago propôs cinco pontos muito específicos da LIAM, pelos quais dar graças a Deus neste aniversário: 1) a prioridade dada aos leigos: a LIAM é um movimento essencialmente laical, animado por leigos e dinamizado por eles. A significar isso mesmo, a presença da presidente nacional da LIAM, Marta Fonseca, que veio do sul expressamente para se juntar a este momento de gratidão; 2) a valorização da Igreja local na tradição liamista, que sempre se desenvolveu no coração da paróquia e sempre percebeu que o lugar próprio da missão é a Igreja local; 3) a importância do núcleo (ou grupo), que concretiza a organização do trabalho e a partilha da fraternidade de um modo efetivo; 4)o caráter de família que tem este movimento, assumidamente parte da grande família espiritana. E essa pertença define a alma da LIAM, que bebe na espiritualidade de Poullart des Places e Libermann todo o seu ardor missionário; 5) o tripé liamista, que consiste na oração, na formação e na ação comprometida e que expressa, continuamente, toda a riqueza da identidade deste movimento.

Depois da Eucaristia, celebrada de modo solene e bonito, com o coro do Seminário do Fraião a animá-la, houve ainda um momento festivo de partilha do bolo, distribuído com os sorrisos simpáticos dos Jovens Sem Fronteiras presentes, a lembrar-nos que a Missão continua e que dar graças é também comprometer-se com esperança e entusiasmo, num caminho que tem que prosseguir.

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