Francisco, o Papa que põe a Igreja a mexer

Crónicas de Frei Bento em Livro, organizado por António Marujo e M. Julieta Dias

Frei Bento Domingues escreve no ‘Público’ há 24 anos. António Marujo e M. Julieta Dias deram-se ao trabalho de as organizar as suas crónicas por linhas temáticas. A Fundação ‘Cidade de Lisboa’ acolheu, a10 de Maio, a sessão solene de apresentação do 4º volume, depois de ‘Um mundo que falta fazer’, ‘A insurreição de Jesus’ e ‘O bom humor de Deus’. Este volume centra-se na figura do Papa Francisco e das novidades que ele trouxe à Igreja e ao exercício do papado. É convicção escrita e partilhada de Frei Bento que o Papa Francisco está a criar as condições para uma revolução profunda na Igreja, renovando-a a pondo-a em acção.

São múltiplas as linhas de reflexão que esta colectânea põe em relevo. São muitos os grandes temas aqui aprofundados: a política e a economia, o diálogo entre as diferenças, a família e os seus desafios, o lugar e papel das mulheres na Igreja, a missão dos teólogos, a cúria romana e sua urgente renovação…

Frei Bento Domingues tem o carisma de combater a indiferença perante o que ele mesmo escreve. Por isso, lê-lo é sempre um exercício de coragem e de abertura. .

O primeiro a intervir foi a Irmã Julieta para mostrar a felicidade e honra de ter trabalhado nesta edição. Depois, o jornalista António Marujo deu a conhecer a forma como Frei Bento chegou ao jornal ‘Público’: Jorge Wemans (então sub-director) e ele foram ter com Frei Bento a pedir-lhe um ano de crónicas. E já lá vão 24 anos seguidos! Mais de 1100 crónicas, um caso único no jornalismo português. Frei Bento renova sempre, pois reflecte sempre de modo novo a partir da novidade dos acontecimentos. Frei Bento consegue pôr muitos mundos em diálogo. É um verdadeiro monge que reparte o seu tempo entre a oração, o estudo e o contacto com as pessoas.

Maria Rueff, muito comovida, sente-se marcada pelo humor e abertura de Frei Bento e diz que a alegria tem de entrar mais na Igreja, assim como as mulheres precisam de ter mais voz e peso nas decisões. Questionou os fundamentalismos, contra os quais há que lutar sempre. Defendeu o ‘humor ético’, que pára na dor do outro. Disse que somos todos irmãos na alegria, na busca de Deus e no servir os irmãos. Citou Raul Solnado (com a esposa presente):’Façam o favor de ser felizes!’.

Frei Bento falou da Igreja como espaço público e lembrou que o Evangelho é uma boa notícia (ao contrário dos noticiários que dão mais más notícias do que boas!). Desabafou:’parece que só temos olhos para as desgraças!’.

Quanto à evocação do Papa Francisco no título da colectânea, deve-se à sua profunda inspiração, pois com amor, humor e muito respeito pela riqueza da diversidade, o mundo vai ser mais espaço de boas notícias.

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