Era uma vez um país chamado Coreia do Norte

O assunto Coreia do Norte passou a estar na ordem do dia. Começou, entretanto, a perceção de que a ameaça nuclear é real e que este regime tem armas para poder fazer chantagem internacional.

O assunto Coreia do Norte passou a estar na ordem do dia. Começou, entretanto, a perceção de que a ameaça nuclear é real e que este regime tem armas para poder fazer chantagem internacional. Veio, também, ao de cima a profecia de 1994 de um rabino, já falecido, para quem um conflito com a Coreia do Norte levaria ao fim do mundo, profecia, essa, feita muito antes de este país ter iniciado o desenvolvimento do seu atual potencial nuclear.

E está, também, na ordem do dia, o protagonista-mor deste problema. Quando se fala em ditador, vem-me à lembrança um sujeito vivido, barbudo ou com destacado bigode e nunca me ocorre um jovem, obeso, que parece que ainda nem lhe cresceu a barba. E apesar do Conselho de Segurança da ONU condenar todas estas provocações na forma de testes de mísseis balísticos e bombas nucleares, Kim Jung-un, o tal jovem anafado, parece firme no seu desafio ao mundo e, de forma bem sublinhada, aos Estados Unidos (EU). Tenho sérias dúvidas de que as sanções propostas pelo ocidente sirvam para alguma coisa. Há quem defenda que o melhor é não fazer ondas, como me lembro de ouvir desde pequena de que não se devem contrariar os malucos. Sem ser uma superpotência, a Coreia do Norte conseguiu armar-se até aos dentes. Quase de certeza que esta industrialização militar foi feita à custa da miséria em que o povo tem vivido. Para alguns entendidos, terá que ser a China a pôr água na fervura (antes de explodirmos todos) com o consentimento da Rússia, de maneira que o comunismo não se extinga, as duas coreias convivam na mesma península, mesmo sem se amarem. Se Kim Jung-un irá na cantiga, só o futuro nos dirá. A mira está sobre a Coreia do Sul e o Japão, mas o problema não é só entre os EU e Coreia do Norte.

Uma coisa é certa: o Sr. Trump e os EU já não chegam para parar esta ameaça. Qualquer guerra vive da humilhação pública e recíproca dos seus líderes. E apesar da guerra ainda não ter começado com data oficial para constar nos manuais escolares, o enxovalhamento público dos EU e do seu líder já começou. A China veio colocar-se na posição de quem poderá ainda salvar a coisa e remeteu os EU para a lista dos culpados da crise. Se as sanções não funcionarem, os EU não vão ficar de braços cruzados. Esperemos, então, que a profecia do tal rabino seja como a do fim do mundo na passagem do milénio: ainda cá estamos para contar e ler esta e outras histórias.

Últimas

O pão da esperança

29º Domingo do Tempo Comum. O Dia Mundial das Missões que hoje celebramos é ocasião propícia para...

Nossa Senhora do Caminho

Foi pelas pantufas da Irmã Lúcia que cheguei às chuteiras do Nuno Gomes. Mas o que é que uma coisa...

Educar na fé

20. A história do Beato Daniel Brottier, contada pelo P. Agostinho Tavares.

O banquete

O nosso jeito de celebrar os acontecimentos mais importantes da nossa vida pessoal, familiar e...

Outubro missionário

A mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Missões tem como tema “A Missão no coração da fé...

Com Maria, Missão de Paz

Este Guião Missionário vai pôr o nosso coração a bater ao ritmo do coração da Deus e da Igreja que o...