É proibido reclamar

Este foi um dos últimos pedidos do Papa Francisco quando iniciou as suas férias de verão.

Sim, é proibido reclamar e lamentar-se de tudo e de todos. Este foi um dos últimos pedidos do Papa Francisco quando iniciou as suas férias de verão. Ele próprio, para fazer lembrar a toda a gente desta proibição, colocou um autocolante no seu quarto dizendo isso mesmo: “os infractores são acometidos de um síndrome de vitimização que lhes afecta o bom humor e a capacidade de resolver problemas. Para se tornar o melhor si, [uma pessoa] deve concentrar-se no seu potencial e não nas suas limitações, deve parar de reclamar e agir para mudar a sua vida para melhor”. Há muito que o chefe da Igreja Católica já tem vindo a mostrar o seu desagrado para com a postura dos católicos perante os problemas. Mas desta vez, deixou bem claro que é “Proibido reclamar”.

Hoje temos a tentação fácil de reclamar e de lamentarmo-nos. Parece que somos uns eternos insatisfeitos. Nunca nada está bem nem do nosso agrado. Tudo parece mal, e daí passarmos o tempo a reclamar. Quem passa a vida a reclamar é sinal de muita insatisfação e ao mesmo tempo de negativismo e pessimismo. 

O Papa acrescenta dizendo: “Para se obter o melhor de si mesmo, deve-se concentrar nas próprias potencialidades e não nos próprios limites, portanto: Pare de se queixar e aja para tornar a tua vida melhor”.

Até entre nós, e nos nossos grupos há muita lamentação, crítica e reclamação. Tudo a manifestar uma forte dose de ciúmes, invejas e falta de sabermos trabalhar em conjunto e em comunhão.

Na Exortação Apostólica A Alegria do Evangelho, o Papa Francisco é muito claro: “Uma das tentações mais sérias que sufoca o fervor e a ousadia é a sensação de derrota que nos transforma em pessimistas lamurientos e desencantados com cara de vinagre. Ninguém pode empreender uma luta, se de antemão não está plenamente confiado no triunfo”. (nº 85). E continua: “Dentro do povo de Deus e nas diferentes comunidades, quantas guerras! Quantas guerras por invejas e ciúmes, mesmo entre cristãos!” (nº 98) “Cuidado com a tentação da inveja! Estamos no mesmo barco e vamos para o mesmo porto! Peçamos a graça de nos alegrarmos com os frutos alheios, que são de todos” (nº 99)

Daí o Papa Francisco exclamar com grande ousadia: “Não nos deixemos roubar o entusiasmo missionário! Não deixemos que nos roubem a alegria da evangelização!”

Em tempo de férias pensemos nestas atitudes a cultivar para iniciarmos o novo ano pastoral com outra postura.

Boas férias.

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