Dizer ‘sim’ à missão no voluntariado

Partir por duas semanas? Por um mês? Por um ano? Por toda a vida? Jesus continua a chamar a segui-lo, de muitas maneiras. Os medos e inquietações metem-se no nosso caminho. Mas, como a Rita e a Xana, é quando colocamos os nossos pés na terra, a caminho, respondendo ao “vinde e vede!” de Jesus, que descobrimos onde é o nosso lugar e o que nos faz felizes.

Rita Coelho em Itoculo, Moçambique

A vocação da Rita nasceu no seu baptismo, e foi crescendo no seio da sua família, com quem rezava. Foi numa campo de férias “Oração e Vida”, organizado pelo Centro Vocacional Espiritano, que começou a descobrir a espiritualidade missionária espiritana. Daí para a frente, tem sido uma aventura de descobertas. A sua catequista pertencia aos Jovens Sem Fronteiras de Lordelo. Quando a convidou para também fazer parte do movimento, aceitou o desafio. Já lá vão 10 anos!

Um ano depois já partia em missão, em Semana Missionária, para o Baixo Alentejo, no Garvão. Apesar de ser uma experiência curta, deu para continuar a compreender a espiritualidade que anima os Jovens Sem Fronteiras, e a indentificar-se, cada vez mais com ela. 

Quatro anos e três Semanas Missionárias depois, embarcou numa aventura mais longa e mais longe: partiu para a missão de Kalandula, em Angola, numa Ponte Missionária. Foi um mês de partilhas intensas entre povos e culturas, de experiências, vivências e sobretudo de fé. Conheceu os missionários e a missão do lado de lá, e percebeu a importância do trabalho dos missionários naquelas regiões mais pobres e isoladas. Esquecidas pelo governo, é na missão católica que as pessoas encontram resposta para as suas necessidades mais básicas.

Depois do regresso, veio uma provocação: “um mês não chega para nada!”. Os sinais de que, talvez, deveria partir por mais tempo foram aparecendo, tornando-se cada vez mais visíveis. Depois de partilhar com a Xana – que viria a ser a sua grande companheira de viagem – o convite de Deus tornou-se mais claro, e disse, mais uma vez, o seu “sim”. Em 2013, partiram como voluntárias para Itoculo, em Moçambique, com a ideia de que seis meses seriam suficientes. As inquietações e os medos de não se conseguir ainda falavam muito alto. Mas bastou aterrar, entrar na comunidade, contactar com o povo que as acolheu, e com a equipa missionária, para se sentir tocada. Estava no caminho certo. O seu lugar era ali. E um ano inteiro soube a muito pouco.

Durante o ano, trabalhou em diversas áreas, como a pastoral, comunicação social, escolas comunitárias, ecumenismo, coro, catequese, entre outras. Passava habitualmente as manhãs na biblioteca, no apoio escolar aos alunos, e no jardim-de-infância das Missionárias Espiritanas. As tardes, passava-as na escola, a dar aulas de português. Foi um ano de “grande crescimento pessoal e espiritual”, recordou ao jornal Ação Missionária. “O trabalho com os cristãos da comunidade de Itoculo aumentaram a minha fé e a minha compreensão das festas litúrgicas que vivemos... e ensinaram-me também a viver essa fé na simplicidade, na simplicidade que é o amor de Deus por nós”.

Partir por duas semanas? Por um mês? Por um ano? Por toda a vida? Jesus continua a chamar a segui-lo, de muitas maneiras. Os medos e inquietações metem-se no nosso caminho. Mas, como a Rita e a Xana, é quando colocamos os nossos pés na terra, a caminho, respondendo ao “vinde e vede!” de Jesus, que descobrimos onde é o nosso lugar e o que nos faz felizes.

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