Bodas de Ouro Sacerdotais

No início das celebrações do jubileu dos 150 anos de presença em Portugal, três espiritanos portugueses celebraram o seu jubileu de 50 anos de sacerdócio. Três vezes cinquenta dá cento e cinquenta. Três itinerários diferentes, mas a mesma missão. Uma longa história, mas um compromisso sempre novo e atual.

P. Manuel Durães, P. Veríssimo Teles e P. Viana (da esquerda para a direita)

Bodas de Ouro Sacerdotais

No início das celebrações do jubileu dos 150 anos de presença em Portugal, três espiritanos portugueses celebraram o seu jubileu de 50 anos de sacerdócio. Três vezes cinquenta dá cento e cinquenta. Três itinerários diferentes, mas a mesma missão. Uma longa história, mas um compromisso sempre novo e atual.

O P. Manuel Durães Barbosa, natural de Roriz, em Barcelos, foi ordenado no dia 25 de setembro de 1966, em Ponte de Lima, duas semanas antes dos restantes colegas, por estar a estudar em Roma.

O seu itinerário de missão passa sobretudo por Portugal. Trabalhou na formação, como formador e professor nos seminários espiritanos, e também lecionou em outras instituições de ensino, como na Universidade Católica Portuguesa. Foi Superior Provincial de Portugal, entre 1982 e 1988. Além-fronteiras, trabalhou em Cabo Frio, nas periferias do Rio de Janeiro, entre 1989 e 1991. Foi diretor nacional das Obras Missionárias Pontifícias e trabalhou no cuidado pastoral da comunidade francófona em Lisboa, como reitor de S. Luís dos Franceses. Hoje, é parte da comunidade que anima o CESM (Centro de Espiritualidade), em Barcelos.

No dia 25 de setembro de 2016, a comunidade paroquial de São Salvador do Campo, em Barcelos, vestiu-se de festa para celebrar as bodas de ouro sacerdotais do filho da terra.

O P. Veríssimo Teles, natural de Romeu, em Mirandela, foi ordenado no Santuário de Fátima a 9 de outubro de 1966.

A sua primeira missão foi Cabo Verde, onde trabalhou até 1972. Este “primeiro amor” acabou por marcar a continuação do seu trabalho missionário em Portugal: em Lisboa, trabalhou muito de perto com os imigrantes, sobretudo africanos, grande parte oriundos das ilhas de Cabo verde. Foi como capelão dos imigrantes africanos e foi diretor do CEPAC (Centro de apoio a imigrantes). Em Portugal, trabalhou ainda na formação, animação missionária e vocacional e administração provincial. Foi o primeiro pároco de Nossa Senhora da Conceição da Abóboda, nos arredores de Lisboa. Hoje, integra a comunidade espiritana de Braga.

Foi na comunidade onde reside, na companhia de vários membros da família espiritana, familiares, amigos e da comunidade cristã que ali se reúne cada domingo para a celebração eucarística que celebrou o seu jubileu sacerdotal.

O P. Manuel Viana foi também ordenado em Fátima, no dia 9 de outubro, juntamente com o P. Teles e três outros colegas. Natural de Vitorino de Piães, em Ponte de Lima, é tio do P. Raul Viana, missionário espiritano a trabalhar em Moçambique.

Foi ordenado quando se celebrava o centenário da presença espiritana em Angola. Foi para lá que partiu, na sua nomeação missionária. E ali permanece até hoje. Começou por trabalhar no seminário de Luanda, mas, alguns anos depois, partiu para Malanje, onde permaneceu mais de três décadas. Nem a violência dos conflitos o demoveu. A primeira metade da década de 90 foi particularmente sangrenta naquela região. O “pai Viana” – como ainda hoje é carinhosamente conhecido – fez o possível e o impossível para ajudar a população. Chegou a acolher perto de um milhar de crianças na missão. Em Malanje, foi Vigário Geral da Diocese durante muitos anos. Hoje, trabalha na missão de Kalandula, na mesma diocese.

Vídeo: Grupo da Ponte'2016 em Kalandula, partilha alguns momentos vividos com o P. Viana.

Na tarde do dia 9 de outubro, a comunidade paroquial de Vitorino de Piães reuniu-se para celebrar com alegria as bodas de ouro sacerdotais do P. Viana.

Na reta final do Ano da Misericórdia, é importante sublinhar estas vidas de compromisso de longas décadas, em diferentes contextos missionários. Elas ajudam-nos a perceber, numa cultura que parece valorizar o efémero e superficial, que vale a pena comprometer-se, pôr-se a caminho, viver com paixão. 

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