Bispo simples e próximo

A Família Espiritana une-se à Diocese do Porto e à família do D. António Santos, que partiu, esta manhã, para a casa do Pai. Deus o recompense de uma vida toda dedicada à Missão.

O Bispo do Porto faleceu, de repente, na manhã do 11 de Setembro. Presidiu, dois dias antes, à Peregrinação da Diocese a Fátima, com 30 mil peregrinos. Pediu a construção de uma Igreja como uma família unida e feliz. A sua morte provocou um choque enorme e uma consternação que só se tem por quem se ama. A onda de dor que se gerou e foi aumentando prova a grandeza de alma deste Homem de Deus, todo ele dedicado ao povo que a Igreja lhe foi confiando ao longo 69 anos da sua vida. A RR chamou-o ‘Bispo da bondade’.

Era um Pastor simples, próximo, com cheiro às ovelhas, como pedia o Papa Francisco. Gastava dias e dias a visitar os seus padres doentes ou idosos. Investia muito da sua Missão episcopal nas longas conversas com os seus padres e com o povo, sobretudo no quadro das habituais visitas pastorais. Encantava pela serenidade que irradiava e pela alegria que transmitia na sua relação próxima com todos.

Nasceu em Cinfães e é padre da Diocese de Lamego. O Papa João Paulo II, em 2005 nomeou-o Auxiliar de Braga. Depois, o Papa Bento XVI fez dele o Bispo de Aveiro. O Papa Francisco pediu-lhe, em 2014, para ser o Pastor da Diocese do Porto.

Por muitas ligações, D. António Francisco sempre esteve profundamente ligado à família Espiritana. Sentimos mais esta preocupação por ocasião da doença inesperada e da morte prematura do P. José Manuel Sabença, natural de Lamego e nosso Assistente Geral em Roma. Como viveu no Porto o seu calvário (e a sua morte), tinha uma visita frequente e animadora: a de D. António Francisco. Quantas vezes D. António me ligava a partilhar o encontro tido e a preparar-me para a morte do meu confrade que se desenhava na linha do horizonte!

O Presidente da República disse que morreu um homem aberto à justiça social, à liberdade, à fraternidade e à solidariedade, um homem de integridade plena. O primeiro-ministro chamou-lhe ‘referência inspiradora’. Os Bispos, um após outro, em estado de choque, citavam a bondade, a proximidade, a dedicação pastoral integral, a sua postura de dignidade e coerência humana e cristã.

A Família Espiritana une-se à Diocese do Porto e à família do D. António. Deus o recompense de uma vida toda dedicada à Missão.

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