Animados pela esperança

Será que actuamos com sentido de esperança? Será que acreditamos que poderemos fazer mais e melhor? Será que conseguimos projectar a acção pastoral para além do hoje? Ou vivemos em função do passado? Dos acontecimentos gloriosos. O argumento que “antigamente é que era bom” é o sinal mais evidente da falta de esperança e de abertura à novidade.

A esperança é a última coisa a morrer. Mas afinal o que é a esperança? Se formos a um dicionário este define esperança da seguinte maneira: “Expectativa optimista baseada na possibilidade de que alguma coisa que se quer muito ocorra; confiança ou fé na hipótese de que algo bom poderá vir a acontecer; Confiança, crença ou fé em algo ou alguém”. Como vêem são definições todas positivas: expectativa, confiança e fé. Mas nós temos pouca confiança na esperança! Acreditamos mais nas “desesperanças”: pessimismo, desconfiança, falta de ousadia, falta de optimismo, descrença, desânimo, falta de coragem e tantos outros males que se alimentam entre si.

Quem não vive alimentado pela esperança não tem sentido de futuro, muito menos de crença num mundo melhor e na transformação dos corações dos homens. Desesperar é o pior mal que podemos ter nas nossas vidas. Viver do passado, alimentando-o com saudosismo, chorando as cebolas do Egipto, não nos adianta nada. Viver apenas do presente, da velocidade e da efemeridade das coisas, pouco nos vale também. Viver do futuro, eis o elo diferenciador que nos mantém vivos e com sinal de positividade. Se não formos seres de esperança nunca conseguiremos caminhar para a frente com determinação e garra. 

Olhando ao redor do nosso mundo e nos corações dos homens vemos muitos sinais de “desesperança” que coloca as pessoas a rastejarem e a não conseguirem levantar a cabeça e as suas vidas. São os horrores das guerras e das fomes. São as gritantes desigualdades sociais. É a crise dos refugiados e migrantes. É a globalização da indiferença. É o desrespeito pelas minorias. É o fenómeno do terrorismo. Um coração animado e fortalecido pela esperança nunca se deixa vencer. Nem pelo cansaço!

Olhando para a nossa acção missionária, será que actuamos com sentido de esperança? Será que acreditamos que poderemos fazer mais e melhor? Será que conseguimos projectar a acção pastoral para além do hoje? Ou vivemos em função do passado. Dos acontecimentos gloriosos. O argumento que “antigamente é que era bom” é o sinal mais evidente da falta de esperança e de abertura à novidade.

Precisamos, como grupos missionários, envolver-nos pela esperança e perceber que o Espírito Santo não pára no tempo. De não nos prendermos nas pedras pesadas mas agarrarmo-nos à leve pena (entenda-se – Espírito Santo) que nos conduz por novos caminhos de esperança.

Não tenhamos medo de percorrer novos caminhos de Missão.

Viver animado pela esperança é viver com sinal +

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