A nossa família numerosa

A próxima vez que rezares, lembra-te da família de Jesus que é a tua, a nossa!

Ouvimos falar dela todos os dias. Ao almoço, na rua ou na fila do supermercado. Da nossa família. Da família dos nossos vizinhos e amigos. Das famílias de artistas famosos que acompanhamos na TV ou no Instagram.

Aceitamos a sua importância e alegramo-nos com a ideia de tirar mais uma fotografia num aniversário ou na ceia de Natal, mas a voracidade dos dias nem sempre nos permitem contemplá-la e verificar como somos pertença e obra feliz dela. Também nos queixamos, por vezes, do espaço que ocupa, das intromissões e clamamos independência.

Escutamos a lamentação compreensível daqueles que não têm família ou, mesmo tendo, se veem sozinhos, privados dessa partilha e, não raras vezes, o Papa Francisco nos recorda a importância de acolher todos os isolados, nos nossos dias, nas nossas vidas e, claro, do mais importante: levar o Reino de Deus que é para todos sem distinção.

O exemplo do amor de Jesus e da sua entrega começa na família e nela observamos todos os predicados que desejamos para a nossa, embora nem sempre estejamos disponíveis para fazer sacrifícios.

Jesus, misericordioso nos gestos, oferece-nos com gratuitidade a sua própria família, numa espécie de “mensagem de boas-vindas” que surge juntamente com o nosso Batismo e a respetiva entrada na Igreja. Essa família é a comunidade a que pertencemos e, em sentido mais lato, a família cristã, larga e sem fronteiras que nos acolhe com todos os traços: aqueles que trazemos do berço e os que ganhamos com as marcas que a vida vai deixando.

É na união da família que traçamos planos, vivemos a multiplicação dos esforços e, por conseguinte, dos frutos (rezamos para que assim seja). Com Cristo na sua base, ela fortifica-nos (através Dele). Recorda-nos a nossa origem (divina). Abraça-nos nos dias frios e é também com ela que dançamos ao som das mais belas melodias. Leva-nos a Jesus, mostra-nos o Seu rosto e une-nos. A família estabelece-se na pureza da entrega de cada dia.

Jesus afirmou, um dia, que “todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” e isso faz-me acreditar que vivemos numa família numerosa em que cada um de nós é único, gerado a partir das ligações viscerais do amor.

A próxima vez que rezares, lembra-te da família de Jesus que é a tua, a nossa!

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