A LIAM em Acção

A LIAM está prestes a completar os 80 anos de existência. Oxalá que a celebração destes 80 anos augure um futuro melhor para a nossa LIAM. Para tal, Todos somos precisos e agentes de mudança.

Todos os movimentos e associações têm de ter, no seu funcionamento, dinâmica e acção, pois é isso que faz com que não estagnemos e paremos no tempo. Assim deve acontecer com a nossa LIAM, prestes a completar os 80 anos de existência. Precisamos de olhar para o futuro e perceber que temos muita coisa a mudar, a renovar, a recriar e sobretudo a reestruturar doutra forma e com outro dinamismo. Deverá ser esta nossa atitude nos próximos tempos. Não podemos ficar apegados ao passado glorioso destes 80 anos mas traçarmos linhas e orientações que nos levem a outros portos e a outras águas.

São grandes os desafios que nos são colocados, pois os tempos de hoje não se compadecem em mantermos esquemas antigos, quando o que mais nos deve mover é a maneira como evangelizamos e trabalhamos a dimensão missionária nas paróquias e dioceses.

Em relação aos nossos núcleos missionários temos de avançar para uma cultura de maior proximidade e assim mantermos os corações dos nossos liamistas com a chama e o bichinho missionário. Se eu não estou convicto e animado por este espírito não posso animar ninguém nem nada. É fundamental alimentarmo-nos a nós próprios para depois darmos e partilharmos a espiritualidade missionária com os que estão e vão entrando na LIAM.

Outra dimensão que se avizinha como prioridade para os anos imediatos é a renovação das nossas lideranças que a nível do núcleo quer a nível diocesano ou nacional. Não basta irmos buscar os nossos galhardetes do que fomos e fizemos, e assim, mantermo-nos agarrados às coisas, mas, antes pelo contrário, sabermos dar espaço e vez a outras pessoas novas que trazem outro espírito e outra dinâmica e que, assim, possibilitam não só a continuidade das coisas bem como outra vitalidade e outras maneiras de fazer. O critério de que se fez sempre assim e assim se deve continuar a fazer, diz-nos o Papa Francisco, é um critério doentio da nossa falta de renovação na pastoral que fazemos.

Vamos ter, no início de Dezembro, o Conselho Nacional da LIAM. Será uma excelente oportunidade de debatermos e reflectirmos esta renovação e este novo espírito para o funcionamento harmonioso do nosso movimento. As equipas Diocesanas da LIAM têm um papel fulcral neste funcionamento harmonioso. Mas para isso temos de estar abertos à mudança de líderes, de metodologias e hábitos de fazer.

Oxalá que a celebração destes 80 anos augure um futuro melhor para a nossa LIAM. Para tal, Todos somos precisos e agentes de mudança.

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