A esperança tem rosto II

Balla Thiam é do Senegal. Veio ao CEPAC para ajudar um amigo, e também ele encontrou ali uma mão amiga.

O CEPAC (Centro Padre Alves Correia) é uma instituição de solidariedade social (IPSS), em Lisboa, através da qual, desde 1992, os missionários do Espírito Santo prestam apoio a imigrantes e refugiados na integração sócio profissional, formação e legalização. Este mês, quisemos escutar os testemunhos de alguns daqueles que encontraram no CEPAC razões de esperança.

Vivien Campal e Balla Thiam

Nasci em 30 de Junho de 1982 no Senegal, em Keur Mame Mbaye Khary, na comunidade rural de Taiba Ndiaye, Departamento de Tivaouane, Região de Thiès. Tenho 33 anos. Fiz o 12º ano de escolaridade. Nunca trabalhei no meu país, antes de vir para Portugal, pois estava a estudar. No entanto sempre ajudei a família nos trabalhos do campo. Cultivava milho, feijão, mandioca e outros produtos. 

Vim para Portugal à procura de melhores condições de vida. Cheguei no dia 17.07.2006. Trabalhei na construção civil e fui vendedor ambulante de produtos de artesanato. Em 2011 fiz um curso de Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Informática na escola Marquesa de Alorna em Lisboa.   

Fui ao CEPAC pela primeira vez no dia 31.01.2012 para acompanhar um amigo que não falava bem português. Vim como intérprete. Fomos atendidos pela Dra. Ana Rosalina Mata, a assistente social. Como eu não tinha documentos, fiz também a inscrição e comecei a beneficiar dos apoios do CEPAC. Recebi alimentos, roupas e fui atendido pelo advogado. Fiz também a procura de emprego. Em 2013 e no quadro do projeto VOLIIS , fiz com a Dra. Irina Chaves uma formação de 3 meses e um estágio de 1 mês e 20 dias nas oficinas da Fundação Salesianos. Quando acabei o estágio, voltei ao CEPAC para continuar a minha formação.  Passado algum tempo assinei um contrato com a Fundação Salesianos onde trabalho. Em 2013 consegui a autorização de residência em Portugal antes do fim do contrato de 1 ano. Sou ajudante de cozinha. 

O CEPAC ajudou-me a conseguir o trabalho e a autorização de residência em Portugal. Hoje, agradeço muito ao CEPAC por tudo o que fez por mim. Já estou a trabalhar e estou regularizado em Portugal. Gostaria de agradecer mais uma vez ao CEPAC nomeadamente à Dra. Ana Rosalina Mata, à Dra. Irina Chaves, ao Diretor, ao senhor Luís Filipe Alves e a todo o pessoal do CEPAC. O CEPAC tem pela frente enormes desafios pois ajuda sempre e dá alimentos às pessoas que chegam a Portugal e estão sem trabalho.

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