150 anos em Missão

A Missão da Congregação do Espírito Santo estendeu-se a Portugal por causa de Angola. Cresceu muito a pensar no investimento pastoral que as missões angolanas exigiam. Ali ofereceu muitas vidas, algumas ceifadas na flor da idade ou através de violências bárbaras. Mas também foi ali que se experimentou a alegria da Missão, a felicidade de ver um povo crescer na fé, na educação, na saúde, no desenvolvimento integral.

Após a independência de Angola, os Espiritanos portugueses chegaram a todos os continentes e por lá vão semeando a boa notícia do Evangelho e o respeito pela dignidade e direitos humanos.

Na senda do Papa Francisco que pede uma ‘Igreja em saída’, os Espiritanos tentam dar corpo ao que o Pontífice argentino sugere no documento programático ‘A Alegria do Evangelho’ (2013): Não deixemos que nos roubem o entusiasmo missionário!(nº80); Não deixemos que nos roubem a esperança! (nº86); Não deixemos que nos roubem a comunidade! (nº92); Não deixemos que nos roubem o Evangelho! (nº97); Não deixemos que nos roubem o ideal do amor fraterno! (nº101); Não deixemos que nos roubem a força missionária! (nº109). E, na Mensagem para o Dia Mundial das Missões de 2016, o Papa elogia o papel dos Missionários, quando afirma: ‘Eles sabem, por experiência, que o Evangelho do perdão e da misericórdia pode levar alegria e reconciliação, justiça e paz’.

Portugal reconhece nos Missionários Espiritanos uma Congregação que deu e dá muito de si lá fora e cá dentro. Por isso, no tricentenário, em 2003, os Bispos portugueses publicaram uma Nota Pastoral com o título ‘Fazer-se ao largo, com a força do Espírito. Os 300 anos dos Missionários do Espírito Santo’. Diz-se: ‘A Igreja em Portugal e a própria sociedade portuguesa, que ao longo de mais de cem anos vem beneficiando da sua acção, não podem ficar alheias à celebração desta efeméride’ (nº1). A concluir, os Bispos de Portugal lançam um desafio, profundamente actual: ‘O Episcopado faz votos para que esta Congregação, num dinamismo de fidelidade criativa, dê mais visibilidade à missionariedade da Igreja’ (nº6).

Como defendeu o Papa Francisco ao lançar o Ano da Vida Consagrada (2015-2016), é preciso fazer uma memória agradecida do passado, viver o presente com paixão e construir o futuro com esperança.

P. Tony Neves, Superior Provincial